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O OBSCURO MUNDO DOS PRESSÁGIOS (1)
José Carlos Jacintho de Campos - 14/4/2010

Não deixa de ser interessante observar os questionamentos que sempre existiram entre os grandes gênios da Física que, apesar de não acreditarem em um Deus pessoal, não deixavam de citá-Lo quando as suas teorias não conseguiam (e ainda não conseguem) explicar todas as coisas.

 

Dentre muitas, uma das mais famosas altercações foi entre os físicos Albert Einstein e Max Born que era contestado por Einstein pelos exageros teóricos da física quântica, asseverando que: “a teoria quântica diz muito, mas não nos aproxima do “Velho” [Deus], pois estou convencido que Ele não joga dados com o universo”. Isto não significava uma rejeição de Einstein à teoria probabilística da Estatística, mas ele não acreditava que a realidade do universo fosse “por acaso”, e dizia: “Deus não faz coisas assim”. Ele entendia que as leis físicas eram únicas e por isso teria que haver obrigatoriamente um único Criador e por isso viu-se compungido a afirmar que “a ciência sem fé é manca”.

 

Ainda que não fosse uma pessoa religiosa, Einstein tinha por hábito a leitura das Escrituras e nela encontrava os argumentos que de certa forma eram respostas àquilo em que ele via a ciência manquejar. Por sua vez Max Born se defendia respondendo que em virtude da existência do livre arbítrio nas leis do universo “não cabia a Einstein dizer a Deus o que Ele devia fazer”. Como é sabido, para os “quânticos” é insuportável a existência de um Deus único, Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas, porque para eles chegará o dia em que a teoria quântica dará respostas a todas as coisas. Sem dúvida tal afirmação é um imenso delírio. Como diria aqui o salmista: “Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles” (Salmo 2:4).

 

Para Einstein era inaceitável a teoria quântica de que “não há absolutamente nada no universo que faça um átomo cair; ele apenas decai quando bem entende”, ou seja, seria a divinização do átomo. Por certo Einstein compreendia que o Criador faz o que bem entender, a qualquer tempo, sem ter que pedir licença a ninguém para fazê-lo, pois é o Deus Onipotente e fora dele não há e nunca existirá um poder que pudesse estender o céu. Está escrito: “Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor teu Deus, a terra e tudo que nela há” (Deuteronômio 10:14).

 

Deixando de lado o controverso entre a ciência e a fé, a mais absoluta verdade é que em Deus não existe o acaso, a coincidência ou o aleatório, como também ninguém pode questioná-Lo por que as coisas são assim e tampouco dizer a Ele o que é preciso fazer. Tudo que há no universo, desde o princípio até o fim, já está completamente estabelecido desde a fundação do mundo, Deus não faz as coisas aos soluços num jogo de tentativas e erros: A minha mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz o Senhor” (Isaías 66:2); assim como as coisas que ainda virão: E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1). Isto é imutável! Não deixe de ler Isaías 46:9-10.

 

Por definição, qualquer descoberta que a ciência promover somente poderá ser de algo que a priori tenha sido criado por Deus, pois o homem não tem o poder de criar coisa alguma do nada. Da mesma forma, qualquer previsão, profecia humana, prognóstico ou adivinhação só poderá acontecer se coincidir com aquilo que previamente foi estabelecido por Deus, pois os desígnios Deus não são hipotéticos, mas rigorosamente pontuais, perfeitos e irretorquíveis.

 

Isto posto, passemos ao assunto que será objeto desta série de crônicas, de que o porvir realmente pode estar mais perto do que poderíamos imaginar, independentemente dos presságios tão alardeados em nossos dias e que têm assombrado a muitos.

 

Vivemos dias de extremo obscurantismo, nos próximos três anos (2010 a 2012) ouvir-se-á um sem número de “profecias” a povoar o imaginário popular acerca de acontecimentos catastróficos baseados em previsões humanas de toda sorte, dentre elas:

 

A – O choque da Terra com um gigantesco planeta do nosso sistema solar que estaria desgarrado num movimento de translação atípico, segundo escritos dos sumérios, por sinal uma civilização muita evoluída para a sua época (3.500 a 3.000 a.C.). Eles foram considerados os precursores da astronomia e deles teriam surgidos os caldeus e babilônicos;

 

B – As previsões do fim do mundo contidas em um calendário elaborado pelos maias que, como os sumérios, eram bastante avançados tanto na astronomia como na matemática, cuja civilização sofreu abrupta interrupção no seu auge em 830 d.C. Esses presságios, como outros que sempre surgem, seriam ignorados se não houvesse certas previsões científicas para a mesma época.

 

C – Que esses acontecimentos estariam previstos nos Códigos da Tora, a Bíblia judaica que contém os cinco livros de Moisés, cuja afirmação não deixa de ser surpreendente tendo em vista que se trata de uma tese científica que está sendo levada a sério e ainda está sendo fortemente debatida nos meios acadêmicos e por certo não contém nenhuma revelação a respeito de 2012, mas os inescrupulosos insistem que há;

 

D – E como não poderia deixar de acontecer, “acharam” um livro perdido de Nostradamus que também traria revelações nesse sentido, mas não é preciso muito esforço para perceber que se trata de mais um embuste.

 

Predicações acerca do fim do mundo sempre existiram e muitos foram enganados, inclusive por parte daqueles que se diziam cristãos. É notório que vivemos numa época em que o cristianismo está em severa crise pela perda de identidade por causa das doutrinas espúrias que foram acrescidas ao contexto bíblico, que torna sobremodo oportuna a lembrança da admoestação do Senhor Jesus aos religiosos que erravam por não compreender as Escrituras (Mateus 22:29). O mesmo está a ocorrer em nossos dias, onde se constata a completa falta de conhecimento das revelações contidas no livro do Apocalipse pela imensa maioria de cristãos e por isso não sabem dar respostas adequadas aos presságios que têm surgidos.

 

Lamentavelmente o estudo do Apocalipse tem sido muito negligenciado na imensa maioria das igrejas tidas como evangélicas. Há cristãos que nunca o estudaram capa a capa, em casa ou nas igrejas em que se reúnem, até mesmo aqueles que participaram de seminários ou institutos bíblicos, quando muito tiveram algumas pinceladas sobre temas escatológicos. Se não bastasse esse grave desinteresse que é justificado mediante absurdas explicações, há um insuportável elenco de desvairadas interpretações que afastam o interesse das pessoas em estudá-lo dada a confusão que é gerada pelos pensamentos díspares existentes.

 

Isso vem de longe, desde o século III, quando Dionísio, o patriarca da Alexandria, se opunha à maioria dos ensinadores que acreditavam no reino milenar real do Senhor Jesus contido no livro do Apocalipse (20:1-6). Houve aqueles que discutiam intensamente sobre a data do livro para defesa da tese equivocada que o Apocalipse teve seu cumprimento no século I, ou seja, ele é um livro histórico, portanto não profético. Posteriormente surgiram outras variações de conformidade com o segmento ou denominação evangélica a que pertencem os “entendidos” com enorme habilidade inventiva.

 

De fato, esses tais erram por falta de conhecimento! Desde o início de Apocalipse (1:1-20) está claramente explícito que o apóstolo João devia escrever acerca das coisas que “viu”, que lhe foram reveladas nos inícios da extraordinária visão quando se achava na ilha de Patmos; as que “são” (2:1 a 3:22), que é o período da dispensação da graça que começou no dia de Pentecoste e se encerrará com o arrebatamento da Igreja com a vinda do Senhor Jesus para buscá-la (João 14:1-4; 1 Coríntios 15:50-58; Filipenses 3:20-21; 1 Tessalonicenses 4:13-18); e as que “deverão acontecer” (4:1 a 22:5) após a retirada da Igreja juntamente com Espírito Santo que de fato é Quem detém a revelação do iníquo que será manifestado somente em ocasião própria segundo a eficácia de Satanás (2 Tessalonicenses 2:1-12). Por sinal, em nossos dias observa-se equivocadamente uma grande curiosidade para se descobrir quem seria o anticristo e se ele já aqui está, todavia isso é um enorme engano, pois os cristãos devem aguardar a vinda de Jesus Cristo e não a do anticristo, pois quando ele se revelar é porque a Igreja do Deus já terá sido arrebatada.

 

Como vemos, temos muito a considerar acerca deste assunto! Tomara que haja um despertamento do povo de Deus para a importância de se estudar com profundidade o livro do Apocalipse e tenhamos o mesmo sentimento de Paulo: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:8). Permita Deus que assim seja!

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