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O OBSCURO MUNDO DOS PRESSÁGIOS (2)
José Carlos Jacintho de Campos - 20/7/2010

A célebre expressão “um pouco de ciência nos afasta de Deus; muito, nos aproxima” (un peu de science éloigne de Dieu, beaucoup de science y ramène) é atribuída a Louis Pasteur, consagrado cientista francês cujas descobertas foram notáveis para a prevenção de doenças e redução da mortalidade. Pasteur foi considerado um dos principais cientistas na área da microbiologia, tendo também se notabilizado por outras descobertas no campo da química. Seu trabalho não foi somente a soma de estudos e descobertas, mas representou uma revolução na metodologia científica.

 

O que mais o identificava era o seu caráter humanista, todo seu trabalho foi desenvolvido com o intuito de melhorar a condição humana e por isso é tido como benfeitor da Humanidade. Todavia, a sua reconhecida genialidade não o impediu de manter firme a sua convicção da incontestável existência do Deus Criador, sem o Qual nada haveria de existir.

 

As principais características que marcaram o legado de Pasteur, e ficaram de herança para a Ciência, foram a liberdade de pensamento na utilização da imaginação e criatividade, e a necessidade de uma experimentação rigorosa. Pasteur afirmava: “Não prossiga em seus trabalhos se você não puder prová-los com a experimentação”. Por certo ele assim afirmava porque para a Ciência a prova é indispensável, sob pena de transformar seus experimentos numa mera magia ou embuste, assim como a Fé em Deus, que fora da ortodoxia das Escrituras torna-se mera superstição e meio exploratório daqueles que a mercadejam.

 

Assim como outros notáveis cientistas, a respeito da existência do Deus Todo-Poderoso, Pasteur não tinha questionamentos, ele tinha absoluta certeza da prova da Sua existência, “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto perante os homens porque Deus lhes manifestou. Os seus atributos invisíveis e o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas que foram criadas, de modo que aqueles que não creem são indesculpáveis, pois tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, antes se tornaram inúteis em seus próprios raciocínios”, ainda que profundamente científicos (Romanos 1:19-21).

 

Dentro dessa premissa, tornou-se exacerbado o conflito existente entre a Fé e a Ciência, pela não aceitação ou ignorância do conceito bíblico de que para a Fé “a prova indispensável” exigida pela Ciência está no firme fundamento de que “o universo foi formado pela palavra de Deus de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”, pois “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hebreus 11:1-3).

 

Desnecessário argumentar acerca da enorme dificuldade dos cientistas, céticos, terem essa mesma compreensão pela absoluta incredulidade na existência de Deus, através de Quem todas as coisas foram feitas e sem Ele nada do que foi feito se fez (João 1:3). Ninguém jamais viu a Deus, porém, Jesus Cristo, o Deus unigênito, é Quem O revelou (João 1:18).

 

Todavia, o mesmo dogmatismo daqueles que exigem provas da existência de Deus deixam de ser tão pragmáticos quando se trata da “pseudociência” que vem a ser o conjunto de teorias, métodos e afirmações com aparência científica, mas que partem de premissas falsas por não usarem métodos rigorosos de pesquisas como os exigidos para as Escrituras Sagradas.

 

Por oportuno, convém ressaltar que o Senhor Jesus deu a “prova científica” da Sua ressurreição, tão exigida pelos céticos, quando um dos Seus apóstolos, Tomé, discordou dos demais discípulos dizendo que só acreditaria que Jesus tivesse ressuscitado desde que O tocasse fisicamente. “Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos e Tomé com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E logo disse a Tomé: põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente... Bem-aventurados os que não viram, e creram” (João 20:26-28). O mesmo corpo que traspassou as paredes do local onde se encontravam, manteve as marcas da Sua crucificação e o incrédulo apóstolo pode tocá-Lo. Sem dúvida, algo demasiadamente fantástico para as mentes céticas.

 

A “pseudociência” é uma área de estudos, ou especulação, mascarada como ciência em uma tentativa de alegar legitimidade. Dentre as suas muitas teorias, vamos nos ater a da existência de seres extraterrestres, um tema obscurantista que descambou para inúmeros presságios que tanto têm influenciado o cotidiano das pessoas e que têm estremecido com a convicção de Fé de muitos, coisa essa que não deveria ocorrer sob nenhuma hipótese.

 

Os criadores de presságios pseudocientíficos asseveram que os escritos de antigas civilizações não são mitos, mas textos históricos e científicos. Todavia, quando se referem às Escrituras eles usam a expressão "conto bíblico". Dentre estes, há aqueles que defendem a tese que “deuses” de outros planetas chegaram a Terra há milênios e criaram um humanoide através de engenharia genética em macacas aqui existentes, daí originando toda a humanidade. Sem dúvida uma enorme tolice e é claro que não demoraria muito para que fosse transformada em religião (Raëilian Religion) que gira em torno da ideia de que os humanos são o resultado de experiências "científicas" de antigos visitantes do espaço.

 

Um dos atuais pseudocientistas, defensor da teoria que antigos seres extraterrestres deram origem à humanidade (Zecharia Sitchin), atribui a criação da antiga cultura Suméria (atualmente o Iraque) a extraterrestres nativos (segundo ele teriam sido os gigantes – nefilim - citados no Antigo Testamento) de um pretenso planeta de grandes dimensões (Nibiru) cujo apogeu seria nos confins do sistema solar por possuir uma órbita atípica que completaria o seu ciclo de revolução em torno do Sol a cada 3.600 anos e, quando do seu perigeu, provocaria extremos abalos gravitacionais que promoveria uma chuvarada de asteroides em direção aos demais planetas, a exemplo do que talvez tivesse ocorrido com a extinção dos dinossauros. Como se trata de mera especulação, haja “fé” para acreditar num presságio desses!

 

Este suposto cenário seria, de certa forma, semelhante ao presságio da civilização Maia que prevê o fim do mundo para 2012, e é insinuado que isso viria a coincidir com o fim dos tempos previsto no Apocalipse, que aconteceria entre 21/12/2012 e 14/03/2013, quando dois terços da população da Terra seriam dizimados. Como sabemos, não existe nenhuma data nas Escrituras que indique a época dos acontecimentos apocalípticos, pois esse dia virá quando menos for esperado. Como o imaginário publicitário é fértil, a Rede Globo está a exibir uma vinheta baseada nessa previsão ao simular o encontro de dois corpos celestes. O maior seria Nibiru, o menor a Terra (http://www.youtube.com/watch?v=sg3YTY47IX8&feature=related).

 

Sem dúvida esse dia virá! Mas não será segundo os obscuros presságios humanos, mas por aquilo que já está estabelecido pela presciência de Deus desde a fundação do mundo. O grande Dia do Senhor pegará os habitantes da Terra desapercebidos, mas aqueles que creem e seguem o ensino claro das Escrituras jamais serão surpreendidos.

 

Em suas revelações, o apóstolo Pedro assevera que no fim dos tempos haverá grandes mudanças na estrutura dos céus e na Terra (2 Pedro 3:10-13), por sua vez Paulo menciona o período inicial desse tempo em 1 Tessalonicenses 5:1-11 e 2 Tessalonicenses 2:7-10. Antes, porém, Paulo nos deixa a notável afirmação de que aqueles que pertencem ao Senhor Jesus já não mais aqui estarão por ocasião desses acontecimentos porque Deus não os destinou para o dia da ira e por isso serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares (1Tessalonicenses 4:13-18). Não deixe de meditar sobre os textos ora indicados.

 

Há que se crer ao que diz Pedro, não nos falsos pressagiadores, que verdadeiramente a Terra será tremendamente abalada porque os céus incendiados serão desfeitos e os elementos abrasados se derreterão, sem dúvida um quadro terrível e desalentador. Entretanto, também nos diz Pedro que os filhos de Deus aguardam, pela Fé, o emergir de novos céus e nova Terra nos quais a Justiça habitará eternamente. Enfim a Justiça prevalecerá!

 

Ao apóstolo João, em sua extraordinária visão quando viu o novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e terra se foram e o mar já não existia, foi-lhe revelado pelo Senhor: “Eis que faço novas todas as coisas... o vencedor herdará essas coisas e eu lhe serei Deus e ele me será filho” (Apocalipse 21:5-7). Estas palavras são fiéis e verdadeiras, que muitos a aceitem antes que se finde o tempo. Permita Deus que assim seja!

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