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OBRIGADO, SENHOR!
José Carlos Jacintho de Campos - 1/11/2017

Chegamos ao final de mais um ano – 2017. Ao encerramento de cada ano, muitos são os motivos que temos para dizer “Obrigado, Senhor!”. Devemos agradecê-Lo pela nossa saúde, pela nossa subsistência, pela nossa família, pela igreja com a qual nos reunimos, pelos nossos amigos, dentre tantas outras coisas que Ele tem feito por nós, e até mesmo pelos momentos difíceis que passamos porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Coríntios 4:17).

 

Devemos, ainda, dizer “Obrigado, Senhor!” pelas pessoas que foram salvas ao longo do ano que passou, por meio do testemunho dos Seus servos que consagraram suas vidas na busca das almas que se encontram nas trevas da incredulidade, conforme pudemos constatar com grande alegria através dos muitos relatórios que são divulgados.

 

Entretanto, todas essas coisas são consequências de algo profundamente grandioso que foi a remissão dos nossos pecados através do Senhor Jesus Cristo. Aqueles que têm rejeitado a graça e a misericórdia de Deus não têm a compreensão necessária para dizer “Obrigado, Senhor!”.

 

Em Lucas 17:11-19, lemos acerca de dez homens que se encontravam em profunda desgraça. Assim como o pecado, o mal que possuíam era hereditário, contagioso, repugnante e fatal. Por Sua imensa compaixão, somente Jesus poderia purificá-los. E foram!

 

Entretanto, um, tão somente um, dignou-se a dizer “Obrigado, Senhor!”, os demais, também tinham recebido a mesma dádiva, de grande valia, mas se esqueceram do Doador. Todos os dez estavam alegres, porém só um estava grato. Os dez clamaram: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!”. Todavia somente um agradeceu. Todos se aproximaram para receber uma extraordinária bênção, mas só um voltou para Lhe oferecer a sua gratidão: “Obrigado, Senhor!”.

 

Sem dúvida a ingratidão é uma cruel realidade nos corações humanos, portanto não podemos deixar de agradecer, diariamente, em nossas orações, o maior privilégio que recebemos da parte do nosso Redentor que é o de termos sido transformados em adoradores do Deus Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas. Digamos, portanto, a uma só voz: “Obrigado, Senhor!”.

 

Diante desta realidade cabe-nos uma profunda reflexão acerca disso. No calendário imperfeito criado pelos homens, a página de n° 2017 do registro da era cristã está preenchida. Mais uma página da nossa vida foi virada! Nela estão transcritas as nossas lutas, tropeços e vitórias ao longo de mais um ano que passou. Descortina-se diante de nós uma nova página, que de nova nada tem, apesar de que a sua representação cronológica tenha o significado de um novo ano.

 

Os mesmos desafios, acrescidos de outros, nos esperam em 2018, prezado leitor. Nesse novo ano que se descortina à nossa frente, ele se inicia com uma imensa sombra de dúvida sobre a credibilidade do Evangelho em virtude dos mesquinhos interesses de poderosos grupos religiosos, tidos como evangélicos, que lamentavelmente têm tornado o Evangelho um mero instrumento de lucro. Sem dúvida, o amor ao dinheiro sempre será a raiz de todos os males (1 Timóteo 6:10).

 

Não podemos ficar indiferentes, nem ignorar a gravidade dos fatos que vêm ocorrendo em nossos dias. Hoje o Evangelho está sendo desvirtuado por doutrinas estranhas e contrárias ao que foi revelado por Deus nas Sagradas Escrituras. Hoje a palavra de ordem é para que haja “unidade entre os cristãos, apesar das diferenças”, como se isso fosse possível ocorrer sem que houvesse condescendência. Por definição, aquilo que foi estabelecido por Deus sob nenhuma hipótese pode ser transigido.

 

O cristão autêntico tem que se manter intolerante a essas mudanças em vez de se submeter à “ditadura do politicamente correto” tão focada em nossos dias. Difamação do Evangelho, independentemente de onde venha, é algo que sempre deve nos deixar atentos, pois o Evangelho tem que ser preservado para que não seja corrompido. Dadas certas circunstâncias, há aquele que se acovarda e fica-lhe difícil pronunciar um “não!”, mesmo quando sua consciência lhe dá um sinal de advertência.

 

Temos que ser pragmáticos com o nosso “não!”. Devemos agir com firmeza quando os murmuradores, sempre descontentes com a sã doutrina, tentam nos envolver com suas maliciosas interpretações:

 

Digamos “não!”, quando uma coisa contraria as ordenanças contidas na Palavra de Deus, mesmo quando nos chamam de covardes, ultrapassados, e até com ofensas ainda mais pesadas.

Digamos “não!”, quando Satanás cochicha ao nosso redor através de “cristãos dissimulados” dizendo que não foi bem assim que Deus disse, que os escritos originais foram mal interpretados etc.

Digamos severamente “não!”, a esses que querem distorcer a Palavra de Deus por interesses sobremodo escusos e muitos se deixam levar.

 

Na oração contida no Salmo 90, é afirmado que os nossos anos de vida passam depressa e, por isso, devemos aprender a contá-los e usar o nosso tempo para aplicarmos os nossos corações à verdadeira sabedoria. Alguém já deixou revelado que jamais seremos capazes de cumprir essa condição, a menos que vivamos cada dia como se fora o derradeiro dia da nossa existência aqui.

 

Portanto, mesmo diante de um ano que surge com nuvens de dificuldades para o autêntico testemunho do Evangelho, são nesses momentos que devemos aumentar a nossa capacidade de superação, não como que isso partisse de nós mesmos, mas do Senhor, pois a nossa suficiência vem d’Ele. O Senhor haverá de ter compaixão de nós. Ele nos saciará com a Sua benignidade para que haja regozijo e alegria todos os dias de nossas vidas.

 

Que a Tua graça, Senhor, seja sobre todos os Teus servos; confirma em cada um deles as obras que estão realizando. Sim, amado Redentor, confirma as obras de cada um dos Teus filhos até a Tua tão esperada volta. Dá-lhes, Senhor, um coração sábio, para que estejam atentos aos estranhos acontecimentos dos nossos dias, a fim de que nenhum deles seja pego desprevenido pelas artimanhas do maligno.

 

Esta é a minha sincera oração, caro leitor. Como temos a firme certeza que o Senhor nos ouve e nos atende em tudo que Lhe pedimos dentro da Sua soberana e absoluta vontade, já podemos antecipadamente dizer “Obrigado, Senhor!”. Permita Deus que assim seja!

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