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MORDAÇA, NÃO!
José Carlos Jacintho de Campos - 12/9/2013

Há quase 20 anos, lá pelos idos de 1996, em uma matéria posteriormente publicada nos inícios de 1997 na saudosa Vigiai & Orai, edição 79, sob o título o “Pecado Grego”, escrevia eu acerca do que estava a ocorrer, já naquela época, de forma acintosa por parte de uma minoria da nossa sociedade, que reivindicava que houvesse uma matéria cível a ser aprovada pelo Congresso Nacional que reconhecesse a união estável entre pessoas do mesmo sexo que possibilitasse a elas o registro civil como se uma união matrimonial fosse, com direitos civis semelhantes às pessoas normais de sexos opostos.

 

Como vemos em nossos dias, eles têm conseguido algum sucesso, tendo em vista que em alguns Estados da Federação permite-se o registro civil dessa “união” apesar de ainda não haver uma legislação específica a esse respeito. Por serem incansáveis, agora lutam para que seja levada à aprovação do Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional (PEC) com o intuito de criminalizar qualquer preconceito que venha a existir contra os “homoafetivos”. Essa expressão foi considerada como politicamente correta para o trato com as pessoas que têm esse tipo de comportamento. Pessoalmente não vejo nenhuma diferença, mas respeito para não deixá-las complexadas.

 

No bojo dessa questão, está o intuito dos homoafetivos de impedir os cristãos, que conduzem suas vidas pautadas pelos preceitos contidos nas Sagradas Escrituras, de transmitir os textos que condenam essa prática por ser uma abominação a Deus, como por exemplo: "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação" (Levítico 18:22). Isto é uma afronta às garantias constitucionais que estabelecem a livre manifestação de pensamento aos cidadãos brasileiros, desde que não haja anonimato; que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa. Mordaça, não! É intolerável.

 

Voltemos a uma parte daquilo que escrevi em “O Pecado Grego”.


“... O Espírito Santo não permitiu que este assunto deixasse de ser tratado nas Sagradas Escrituras, e através de Paulo condenou a abominável prática do chamado “pecado grego”, denominação esta que surgiu na antiguidade em razão da larga incidência do homossexualismo entre os helenos (gregos), em contraste com outras raças que proibiam essa prática e condenavam à morte os infratores.


Sob a inspiração de Deus, através do Espírito Santo, por três vezes o apóstolo Paulo tratou explicitamente desse assunto, e implicitamente em algumas outras oportunidades. Em Romanos, ele deixa revelado que, pelo fato de terem os incrédulos rejeitado a verdade de Deus, substituindo-a pela mentira, e adorarem e servirem à criatura antes que ao Criador, Este os desprezou, deixando-os cometer toda sorte de ação pecaminosa, a tal ponto que até suas mulheres voltaram-se contra o plano natural que Deus tinha para elas e cederam aos pecados sexuais entre elas mesmas. E os homens, em vez de terem relações sexuais normais, cada qual com a sua mulher, arderam em paixão uns pelos outros, praticando coisas vergonhosas com outros homens e, como resultado disso, receberam a paga, sofrendo em sua própria carne o castigo que mereciam. Ao rejeitarem o conhecimento de Deus, Este, por Sua vez, entregou-os a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm (Romanos 1.18-28).


No capítulo 6 da primeira epístola de Paulo aos Coríntios, quando o zeloso apóstolo censurava o litígio e a injustiça praticada entre irmãos que se reuniam naquela localidade, deixou afirmado no versículo 9: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”.


Nesta passagem é-nos declarado com profunda clareza que os travestis e os homossexuais, enquanto na prática do pecado, não terão acesso ao Reino, logo, não fazem parte da igreja, porque ela faz parte do Reino. Deus os ama assim como ama ao mais hediondo pecador, todavia, o Senhor não tolera o pecado. Esses que tais coisas praticam têm que se arrepender dos seus pecados e abandonar tão abominável prática, contrária à natureza criada por Deus, pois Ele, ao criar o homem e a mulher, “macho e fêmea os criou” (Gênesis 1:27 – R. e C.). O que passa disso provém do inimigo das nossas almas, o diabo.


Portanto, conforme o ensino da Palavra de Deus, o homossexualismo é pecado. Infelizmente, têm-se criado alguns eufemismos na tentativa de mascarar a malignidade desse pecado, pelo uso de termos como transexualidade, terceiro sexo, ou a nova opção para uma nova época ou nova era. Como diz Jeremias, os que praticam abominação não têm vergonha, ou antes, nem sabem o que é vergonha (Jeremias 8:12).


A princípio parece haver uma redundância de Paulo ao usar na referida passagem as expressões efeminados e sodomitas, pois geralmente entendemos que estes vocábulos são sinônimos. Todavia, no original grego isto não é verdade. Para efeminado a expressão original é “malakos”, que, basicamente, indica “algo fofo”. Como adjetivo, o vocábulo refere-se a objetos macios ao tato, a exemplo das roupas femininas, porém, como substantivo tem o significado de suave e tem sido largamente aplicado aos homens que, já naquela época, vestiam-se como mulheres. Isto é tão antigo, que os prostitutos-cultuais relatados em 1º Reis 14:24, 15:12, 22:47 e Jó 36:14, caracterizavam-se por travestis fantasiados de mulheres, segundo a tradição judaica e os relatos mais antigos. A forma vernácula “travesti” é uma transliteração do francês, que tem por significado literal “o uso de roupa do sexo oposto”.


Quando Moisés, em seu segundo discurso no deserto, orientava o povo de Deus para que a mulher não usasse roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher, pois quem fizesse tal coisa estaria cometendo abominação contra o Senhor, o que ele tinha em mente era o uso de roupas que causassem uma confusão tamanha que seria difícil distinguir-se, visualmente, o sexo de uma determinada pessoa, a exemplo dos travestis dos nossos dias. Por certo, Moisés aqui não está se referindo a uma ou outra peça de uso comum entre homens e mulheres, mas vai muito além, para referir-se àquilo que traz confusão, que camufla, que transmuta a real natureza de uma pessoa (Deuteronômio 22:5).


Quanto à segunda expressão – sodomitas –, usada por Paulo, no original o vocábulo grego é “arsenokoites”, que literalmente significa um homem que tem relação sexual com outro homem, ou seja, um homossexual masculino. O vocábulo “arsen” tem o significado de macho no original, e “koite” um lugar para deitar. A junção destas duas palavras formou o vocábulo que veio a indicar o contato sexual entre homens.


Daí concluirmos que Paulo não foi redundante. Em um só lance ele enquadrou tanto a travestis como a homossexuais, tanto os explícitos como os enrustidos, que são aqueles homossexuais que disfarçam a sua condição como tais e até mesmo se casam (com mulheres) para manter as aparências.


Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo instrui o jovem discípulo a combater alguns falsos mestres, legalistas e ensinadores de fábulas. O apóstolo acusa-os de ignorância da lei e seus objetivos e apresenta uma relação de vários pecados horríveis dos quais são acusados muitos insubordinados, passíveis de condenação da lei, entre os quais encontram-se os homossexuais (“sodomitas”). Sem dúvida, as suas práticas pecaminosas são contrárias à sã doutrina, ao Evangelho da graça do nosso Senhor Jesus Cristo (1 Timóteo 1:1-11).


Em Romanos 1:32, Paulo é extremamente explícito ao afirmar que são passíveis de morte os que tais coisas praticam. Seria um exagero, uma violência atroz por parte de Paulo? Absolutamente não! Ele tão somente está se reportando à determinação de Deus dada à Israel enquanto nação. A pena de morte foi estatizada pelo Senhor para que Israel, que deveria ser uma nação santa, não se contaminasse com determinadas práticas gentílicas, entre elas a homossexualidade.

Em Levítico 18.22-29 Moisés é enfático: “Com homem não te deitarás como se fosse mulher: é abominação... todo aquele que fizer algumas destas abominações, sim, aqueles que as cometerem, serão eliminados do seu povo”. Em Levítico 20:13... “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”. Ainda mais, em Deuteronômio 23:18... “Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à casa do Senhor teu Deus por qualquer voto; porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus”. Nunca é demais lembrar que tudo quanto fosse abominável ao Senhor, no Velho Testamento, era condenado à morte.

É evidente que Paulo não está induzindo a igreja a sair apedrejando os que praticam abominações contra o Senhor, mesmo porque estamos libertos da lei por estarmos debaixo da graça. Entretanto, isto não significa que devamos permitir que os que praticam essa abominação tenham comunhão com o corpo de Cristo.


A atitude da igreja não deve ser a de ignorar esse fato, mas encará-lo com coragem e determinação. A única solução para os homossexuais é a libertação desse vergonhoso pecado através de Jesus Cristo, tanto para o desejo incontrolável como para a prática humilhante. A igreja precisa olhar para essas pessoas como Jesus olha para o mais vil pecador. Entretanto, isto não significa que ela deva ser complacente com aqueles que teimam em permanecer na prática do pecado.


Como qualquer transgressor, os praticantes do “pecado grego” têm que se arrepender e confessar o seu pecado ao Senhor, a exemplo de inúmeras pessoas que outrora viviam nessa prática abominável, conforme nos é afirmado por Paulo: ”Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus... Não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus e que não sois de vós mesmos?... Fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (1 Co 6.11,19-20)...”.

 

Pois então, caro leitor, o que diremos à vista destas coisas. Entendo ser insuportável o cala-boca que estão querendo impor àqueles que não praticam ou são avessos a esse tipo de relacionamento. O não concordar com a prática homoafetiva é um direito irretorquível que as pessoas têm e, necessariamente, não significa que sejam homofóbicas. Não concordar não significa preconceito ou agressão. Não podemos ser obrigados a fazer ou aceitar aquilo que entendemos não ser o correto para as nossas vidas. Por certo, Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, hoje seria considerado homofóbico por considerar essa relação sexual como um ato promíscuo. Tão pouco é inaceitável que o homoafetivo nasça com essa condição, pois não há nenhuma prova científica que isso seja verdadeiro, não existe esse gene, somente dois são identificados: macho e fêmea. Fora a isso é invenção das mentes humanas desejosas dessa prática que de fato é um desvio comportamental, portanto não é uma opção sexual como estão tentando nos impingir. Jamais deveremos ser impedidos de revelar o que as Sagradas Escrituras dizem a esse respeito. Portanto, mordaça, não! Permita Deus que assim seja!

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