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O OBSCURO MUNDO DOS PRESSÁGIOS (11)
José Carlos Jacintho de Campos - 22/10/2012

Chegamos à primavera de 2012 e com ela iremos encerrar esta série de crônicas acerca dos agouros que são largamente difundidos pelos cantos deste mundo que cada vez mais está a se afastar de Deus. Sem dúvida o maior presságio previsto para este ano foi o do calendário Maia que indicou o fim do mundo para o dia 21/12, como em nenhuma hipótese isso irá ocorrer não preciso chegar a essa data para o término deste assunto.

 

Conforme venho dizendo ao longo desta série, essas crendices não terão fim face à completa ignorância da maioria dos seres humanos acerca do porvir pelo fato de não darem crédito às revelações do Deus Todo-Poderoso e, por conta disso, passam a ser presas fáceis de toda sorte de presságios. Nunca será demasiado ressaltar que esses mesmos que creem nesses somenos e não dão nenhum crédito às revelações das Escrituras, estas sim verdadeiras, tentam dar um cunho de autenticidade as suas falsas previsões alegando que tal coisa estaria contida no livro do Apocalipse que na verdade não tem nada a ver com o que nele está transcrito.

 

Uma pergunta não se cala em nossos dias: Por que em um mundo de tão grande avanço científico e tecnológico os seres humanos ainda continuam a se deixar levar por absurdas crendices que lhe são apresentadas? Sem dúvida, há certa lógica nesta pergunta, pois seria de se esperar que com esses avanços as pessoas estivessem mais preparadas para discernir entre o certo ou o errado, mas isso é absolutamente falso. A resposta correta é simples. Toda essa evolução tecnológica não traz solução para as aflições interiores das pessoas, por não conter a resposta para a coisa mais irreversível e indesejada deste mundo – a morte – e com ela a completa incerteza do amanhã.

 

Face a isso surge outra pergunta: Esse não seria o papel das religiões, o de trazer resposta a essa incerteza? Também sabemos que não é por aí. Recentes pesquisas do Instituto Pew, nos USA, dão conta que naquele que seria o maior país evangélico do mundo apenas 48% se identificam como tal, o que equivale dizer que o protestantismo perdeu a sua hegemonia, pela primeira vez, na história americana.

 

Isto nos leva a uma nova pergunta: Para que credo foram esses americanos? Estranha a resposta, mas é a conclusão das pesquisas: “Para nenhum”. Os dados revelam que atualmente 20% dos americanos dizem não ter qualquer filiação religiosa, correspondendo a um acréscimo de cinco pontos percentuais em relação à última estatística feita há cinco anos. Nisso há um “fenômeno” que desafia os pesquisadores: A categoria “sem religião” abriga tanto ateus como aqueles que dizem acreditar em Deus, portanto há uma minoria que se considera “espiritual”, porém não religiosa. Logo, vê-se que na mais poderosa nação do mundo (ainda), onde sempre prevaleceu o cristianismo, desde a sua fundação, a credibilidade religiosa está em franco declínio.

 

O que teria levado essas pessoas que dizem crer na existência de Deus a usarem a denominação da irreligiosidade em um país que sempre foi tido de maioria protestante? Sem dúvida, é o desencanto com o cristianismo praticado em nossos dias; é a vergonha pela desmoralização praticada por centenas de milhares de denominações tidas como evangélicas existentes pelo mundo afora, que estão a gerar tamanha confusão doutrinária e as pessoas são levadas a não mais se identificarem como cristãos. Aqui no Brasil, crente ou evangélico tornou-se uma expressão pejorativa, sinônimo de coisa ruim, de pessoas mercantilistas, falsas, mentirosas e outros adjetivos que não me permito pronunciar.

 

Na verdade essas pessoas que estão a desistir do cristianismo revelam com essa atitude que cansaram de se curvar ao altar do conformismo. Por certo muitas delas estão querendo demonstrar que é preciso dar um basta à ridicularização que estão a fazer com o Evangelho nos dias atuais. Enquanto isso, o islamismo, a mais rancorosa das religiões, cresce a passos enormes. Recentes notícias dão conta que mais de 1,600 bilhão da humanidade já é muçulmana, contra de 1,100 bilhão de católicos, tornando-se, portanto, a maior religião do mundo, ainda mais se considerarmos que a grande maioria dos cristãos, quer sejam católicos ou protestantes, não passam de mera formalidade religiosa, muito diferente dos seguidores do Islã que são extremamente fervorosos e, portanto, assíduos praticantes.

 

Se não bastasse isso, ressurge em nossos dias, de forma arrebanhadora e impetuosa nunca dantes vista, os céticos que através da Ciência procuram desmistificar a existência do Deus criador de todas as coisas e os cientistas têm se deixado prestar a isso. Vimos o grande estardalhaço ocorrido neste ano acerca de uma “experiência” que teria descoberto o “bóson”, uma partícula subatômica que seria o elemento fundamental para a formação do Universo. A esse elemento, provocativamente deram o nome de “Partícula de Deus”.

 

O que mais impressiona não é a ignorância dos cientistas acerca da existência de Deus, mas do esforço feito para a descoberta desta “divindade” – a partícula. Para essa descoberta foram gastos centenas de milhões de dólares para a construção de uma gigantesca parafernália de 27 quilômetros de extensão que é considerado o maior e mais complexo aparato científico do mundo. O mais irônico é que, quando da confirmação da possível descoberta dessa partícula, a exclamação usada foi a de que “Habemus Higgs”, parodiando a expressão usada pela igreja católica quando da eleição de seu novo líder religioso: “Habemus Papa”. Como vemos, Peter Ware Higgs, um físico inglês, tornou-se o “papa” da física moderna por ter sugerido a existência dessa partícula nos anos 60 do século passado.

 

Toda essa euforia acontece em virtude do enorme esforço que os “sábios” deste mundo têm feito para “provar” que Deus não passa de um mito. Não é preciso muita sabedoria para derrubar essa estúpida teoria. Ainda que essa partícula venha a ser comprovada isso não significa absolutamente nada, pois a pergunta irrespondível pelos cientistas é a de quem criou essa partícula que teria dado origem ao Universo? Por certo dirão: “Após o “big bang”, a grande explosão que teria vindo do “nada”, surgiu uma força invisível conhecida campo de Higgs e teria aberto caminho para que as demais partículas ganhassem massa e com isso o Universo que hoje conhecemos foi assim formado”. Haja fé para se crer nesse “nada”!

 

Não é preciso tanto esforço para crer no Deus Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas, inclusive do tal “nada”, pois do “nada” Ele fez surgir tudo. Como diria o profeta do passado: Que perversidade é essa? Como se aquele que fez o vaso fosse igual ao barro; como que o objeto criado dissesse àquele que o criou: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse a seu criador: Ele nada sabe (Isaías 29:16). Indiscutivelmente as Escrituras explicam sobejamente o “porquê” e o “como” da criação, e é esse “como” que os cientistas se esforçam em descobrir por não fazerem a menor ideia sobre o “porquê” da criação, e com isso estão a confessar a sua imensa ignorância a respeito de Deus e da concomitante criação do Universo.

 

Ah! Antes que me esqueça é preciso uma importante pergunta: Caro leitor, você sabe quais as aplicações práticas e a importância da descoberta desse “bóson” para a sua vida? Esteja certo: Nenhuma! Isso não vai amenizar suas doenças, aflições, angústias interiores e um monte de “et ceteras” que estão a lhe rodear. Só Deus o poderá fazê-lo através do Senhor Jesus Cristo: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Aí você poderá exclamar: Mas é preciso fé para crer nisso! E eu lhe respondo perguntando: Ué! Para crer que essa partícula criou o Universo também não será preciso uma fé ainda maior? Esteja convicto que é mais fácil crer em Deus, conforme nos diz o apóstolo Paulo: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos" (Romanos 1:19-22).

 

Assim, meu caro leitor, encerro esta série de crônicas acerca das coisas obscuras existentes neste mundo. Atente ao que nos está revelado: "Quereis, acaso, saber as coisas futuras? Quereis dar ordens acerca de meus filhos e acerca das obras de minhas mãos? Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens... Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro" (Isaías 45:11-12 e 18). Permita Deus que assim seja!

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