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O OBSCURO MUNDO DOS PRESSÁGIOS (8)
José Carlos Jacintho de Campos - 16/1/2012

2012 chegou! E com ele uma enxurrada de presságios acerca de certas predições primitivas contidas em um calendário elaborado pela civilização Maia, de que este mundo chegaria ao fim antes do final deste ano. De imediato algumas pessoas são levadas a pensar que besteiras como essas não são de grande importância, pois, afinal, estamos em pleno século XXI, com um tremendo avanço científico e tecnológico, e não mais haveria espaço para essas coisas místicas e rudimentares de interesse exclusivo do poviléu. Imenso engano seu se assim pensar, meu caro leitor.

 

Ao acessar um dos portais de buscas da Internet para pesquisar a expressão 2012 constatei que as inserções sobre esse assunto giram em torno de duas dezenas de bilhões de acessos. É isso mesmo, “bilhões”! Espantoso, não é mesmo? Não é à toa que Hollywood investiu pesadamente em um caríssimo filme destacando 2012 como título, a indústria cinematográfica sabia a priori do interesse, ou curiosidade, das pessoas acerca de previsões maias para esse ano, logo o retorno financeiro seria tremendamente alto, como o foi.

 

Como dizem os americanos “não há almoço de graça”. Se investiram tanto é porque sabiam desse sentimento que, apesar de latente, era revelado pelas pesquisas e estava presente nas pessoas de todas as cores, credos e posições sociais. A verdade é que ninguém sabe o que passa no íntimo do seu semelhante e quando menos se espera surgem surpresas como essas que revelam o misticismo, ainda que mantido em segredo, existente nos seres humanos.

 

Somente para exemplificar essa indiscutível realidade, na chuvosa virada deste ano, aqui no Rio de Janeiro, ao ler o meu jornal diário, de plano li a seguinte notícia: “A Fundação Cacique Cobra Coral garante que não falhou: a missão da médium contratada pela prefeitura não era para garantir um tempo bom, mas somente controlar o vento para não atrapalhar a queima de fogos para celebrar o réveillon”. Naquele instante fiquei a me perguntar o que levaria o atual prefeito de uma das mais conhecidas cidades do mundo à prática de tamanha insensatez? Além de gastar inutilmente o dinheiro público, ainda que indiretamente, acreditou que uma bruxa, que diz incorporar o espírito do citado cacique, teria poder de intervir na intempérie.

 

Por aí você vê, prezado leitor, o ocultismo campeia até onde não deveria. Mesmo aqueles que exercem importantes cargos não estão isentos de serem intuídos a praticar tão grande tolice. Onde já se viu alguém acreditar que essa bruxa, através de um “cacique” imaginário, teria o poder de alterar os elementos da natureza? Isto é um atributo exclusivo de Deus: "Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter" (Eclesiastes 8:8). Este foi um dos muitos sinais que revelaram a divindade do Senhor Jesus: "E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?" (Mateus 8:27).

 

O poder de convencimento dessa bruxa parece ser irresistível. Talvez as pessoas se deixam influenciar pela mentira lançada de que esse “cacique” no passado teria sido o espírito do renomado cientista Galileu Galilei e de Abraham Lincoln, um dos mais notáveis presidentes dos USA. Permita-me um parêntese: Nessa enganosa história de vidas passadas, nunca ouvi alguém dizer que outrora teria sido meretriz ou vil criminoso, sempre dizem que foram pessoas bondosas, nobres, e que para cá voltaram para melhorar a espécie humana. É preciso uma hercúlea fé para crer em tão absurda crendice. Por definição: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27).

 

Mas voltemos aos maias! A prática do ocultismo sempre foi uma constante nos povos pagãos que tinham o sistema estelar como divindades que influenciavam as suas vidas, todavia o envolvimento com essas coisas sempre foi condenado por Deus: "Guarda-te, não levantes os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército dos céus, sejas seduzido a inclinar-te perante eles e lhes dês culto" (Deuteronômio 4:19). Desde a antiguidade era notório esse costume, conforme lemos no primeiro livro das Sagradas Escrituras, quando as gerações pós-diluvianas quiseram se tornar deuses: "Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra” (Gênesis 11:4). O inverso foi absolutamente verdadeiro, o Deus Todo-Poderoso frustrou os seus planos: "Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela" (Gênesis 11:9). Aquilo que não queriam foi exatamente o que aconteceu.

 

A sandice que vemos em nossos dias é a mesma de outrora. A imensa maioria da humanidade não acredita nas revelações contidas na Palavra de Deus, sob a alegação de que se tratam de mera alegoria, conto de fadas, mito ou lenda, dentre outros pejorativos. Enganosamente as pessoas se permitem à hediondez de se colocarem sob o jugo dos astros que as leva ao engano e as afasta da Verdade revelada por Deus. Não existe nenhuma hipótese dos astros influenciaram a vida dos humanos, pois o motivo da existência do firmamento é claramente explicitado por Deus, ou seja, além de aluminarem a Terra e fazer a separação entre dia e noite, eles serviriam como sinais para determinarem estações, dias e anos (Gênesis 1:14-18).

 

Você poderá questionar: Mas não era isso que os maias faziam? Não! Eles ultrapassaram aquilo que fora estabelecido por Deus e trataram os astros como se divindades fossem. Não há dúvida que a civilização Maia possuía grande habilidade para observações astronômicas, assim como ocorrera com outras antigas civilizações, todavia as construções de suas “torres”, edificadas em formato piramidal, semelhante aos zigurates dos antigos sumérios, conhecidas como “escadas para o céu”, na verdade eram oráculos onde prestavam adoração aos seus deuses astrais. Na imensa maioria das vezes havia oferendas com sacrifícios de seres humanos, coisa esta abominável a Deus, e como não podia deixar de ser lá praticavam toda sorte de adivinhação. Em virtude do povo de Deus ter se envolvido com essa prática a Sua ira se voltou contra ele: "Estenderei a mão contra Judá e contra todos os habitantes de Jerusalém... os que sobre os eirados adoram o exército do céu" (Sofonias 1:4-5). Leia também 2 Reis 17:16; 21:3-5; Jeremias 8:2.

 

A cansativa exploração deste assunto por muitos, além de ter se tornado uma grande fonte de ganho, deve-se ao fato que as profecias maias coincidem com as previsões astronômicas oficiais para essa mesma época – 21/12/2012 –, em que provavelmente ocorrerá um raro alinhamento planetário com o centro da nossa galáxia, que vem confirmar a habilidade das pesquisas cósmicas dos maias, apesar de não terem tecnologia avançada para isso.

 

É claro que a pressão magnética desse alinhamento exercerá alguma influência sobre a Terra, mas segundo dados dos institutos científicos oficiais, dentre eles a Nasa, as previsões para o “fim do mundo” nessa data são sobremodo equivocadas, pois esse alinhamento não será catastrófico conforme tem sido alardeado. Estão a gerar uma expectativa assustadora de forma irresponsável. Todavia, entendo que ainda que as consequências desse alinhamento fossem desastrosas, jamais os órgãos científicos fariam qualquer menção antecipadamente tendo em vista o caos generalizado que isso resultaria.

 

O que impressiona é que estão a associar essa adivinhação Maia como sendo semelhante às profecias contidas no Apocalipse, o Livro Sagrado que esses tais dizem que não passa de uma lenda, e até mesmo muitos que se dizem cristãos o tratam como uma revelação meramente simbólica. Quem assim o faz não tem o menor conhecimento das previsões contidas nesse Livro, pois nele está exarado que a data dos acontecimentos escatológicos é de exclusiva autoridade de Deus e Ele não iria revelar isso a um povo que praticava uma abominação espetaculosa: "Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens" (Apocalipse 9:15); "Respondeu-lhes [Jesus]: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (Atos 1:6-7). Por sórdida conveniência, por certo mercadológica, envolvem as Sagradas Escrituras nessas pseudoprofecias.

 

Esteja absolutamente certo, prezado leitor, que são "bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3). Temos que aguardar o tempo de Deus, não o dos maias. Passarão pela grande tribulação que recairá sobre a humanidade incrédula, aqueles que não aguardam a vinda do Senhor Jesus, pois os que nEle creem serão arrebatados antes desse período atribulativo, pois estes não foram destinados para o dia da ira de Deus, conforme asseverado pelo apóstolo Paulo: "e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura" (1 Tessalonicenses 1:10). Bem haja se esse for o seu entendimento. Permita Deus que assim seja!

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