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O OBSCURO MUNDO DOS PRESSÁGIOS (5)
José Carlos Jacintho de Campos - 21/3/2011

Pois é, e não é que andam dizendo que os signos dos horóscopos já não são os mesmos? Só que isso já era sabido desde 1927. Recentemente astrônomos americanos voltaram ao assunto lembrando que as constelações zodiacais são treze, por sua vez os astrólogos tentam questionar os cientistas ao afirmarem que os signos são doze e daí emerge a quase secular discussão que “signo” é uma coisa e “constelação” é outra. Enquanto isso, os horoscopistas aproveitam o contraditório para continuar a iludir os incautos com seus ardilosos presságios que não passam de uma tola enganação, mas o que importa para eles é ganhar dinheiro, não é mesmo?

 

O que impressiona é ouvir depoimentos de pessoas até com certa fama manifestando indignação por essa mudança, tendo em vista que o seu jeito de ser se coaduna com o signo que sempre pensaram ter, ou seja, de tanto consultarem horóscopos, ou mapas astrais, acabaram reformatando a sua personalidade. Isto equivale dizer que o seu caráter de origem foi alterado a partir de um imenso engodo na medida em que passaram a ser consulentes desses oráculos. Aliás, certa feita ouvi alguém dizer que a sua cor preferida era o vermelho, mas como o seu horóscopo dizia que a cor do seu signo era branca, então passou a adotá-la.

 

Não são poucos os testemunhos de que há pessoas que não saem de casa sem antes consultar os prognósticos do seu mapa astral para saber como vai ser o seu dia. De fato isso é uma idolatria, ou melhor, a prática da astrolatria tão condenada nas Sagradas Escrituras. Ao final do seu primeiro discurso na planície do Jordão, Moisés exortou o povo de Deus para que não se deixasse seduzir pelo sistema estelar como faziam as nações ímpias, que se inclinavam e cultuavam as constelações zodiacais como se divindades fossem, numa falsa crença que elas influenciavam os seres viventes (Deuteronômio 4:19).

 

Consta em uma famosa reportagem que um dos presidentes dos Estados Unidos deixou-se influenciar em suas tomadas de decisões governamentais pela astróloga que estava a serviço da primeira-dama, que, por sua vez, usava uma agenda colorida onde os dias pintados em verde eram bons, os ruins vermelhos e os duvidosos amarelos.

 

Será que o presidente compartilhava esse tipo de agenda quando foi baleado em seu primeiro mandato? Se naquele dia estivesse verde, por certo a pitonisa diria que o seu sortilégio estava correto, pois o dia de fato foi bom, tendo em vista que o presidente não morreu! O que é sobremodo estranho é que esse presidente era tido como cristão presbiteriano, porém praticava aquilo que era um costume babilônico abominável ao Senhor: “levantem-se, pois, agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti... Eis que serão como restolhos, o fogo os queimará...” (Isaías 47:13).

 

Na barafunda dos debates surgidos com essa mudança, achei “fantástica” a explicação de uma famosa astróloga acerca desse momentoso assunto: “a divisão dos signos é como se fosse um endereço, se você mora perto de uma padaria e a padaria sair da sua rua, você vai continuar morando no mesmo lugar”. Você, leitor, sabe o que isso significa? Esteja certo, absolutamente nada! Pessoalmente fiquei na mais absoluta certeza que deixaria de comer pão até encontrar outra panificadora.

 

De fato ela tentava explicar que não importa que haja mudanças astronômicas, pois cá embaixo as coisas continuarão na mesma. Fica, portanto, a pergunta: A tal “influência” astrológica para os daqui debaixo não viria dos signos lá de cima? Como vemos, astrologia não é coisa para ser levada a sério. Tanto isso é verdadeiro, que um conhecido cineasta brasileiro recentemente afirmou, quando entrevistado, que certa feita, quando estava “na pior”, sem dinheiro, foi contratado por um jornal para escrever horóscopos.

 

Na verdade a magia está presente no inconsciente coletivo e as pessoas a praticam sem que se apercebam disso. Só para exemplificar: Quantas pessoas você já viu, de forma espontânea, batendo três vezes na madeira com os dedos da mão direita fechados dizendo “isola”? Ou então, em um jogo de futebol quando o jogador vai bater um pênalti, os torcedores esticam os braços e ficam a tremular as mãos para que fluidos contrários ou a favor, que não sabem de onde viriam, façam o jogador errar ou acertar o chute? Essas pessoas, sem que se deem conta, estão a praticar feitiço ao crerem que, com aquele gesto, teriam o potencial de influenciar aquele acontecimento.

 

Apesar da astrologia ser considerada por alguns como uma pseudociência, que a meu ver está longe até disso, pois não passa de uma adivinhação, seus defensores se esforçam para que sejam considerados cientistas, a exemplo dos astrônomos, e para isso alegam que um dos geniais cientistas que a humanidade conheceu – Johannes Kleper – elaborava horóscopos. O pior é que ele era um religioso luterano. Como sempre digo, ser religioso não basta, é preciso fé intransigente no Senhor Jesus Cristo, pois até mesmo os mais sábios tropeçam nessas coisas. Não há como desmentir essa afirmação, pois faz parte da biografia de Kleper, mas é imperioso saber-se o motivo que o levou a praticar essa ignomínia tendo em vista ser ele considerado um cristão. Para isso torna-se necessário ir às suas origens.

 

Nascido na Alemanha, filho de pai alcoólatra que desperdiçara os bens da família, sua mãe era tida como de péssimo temperamento. Desde muito pequeno ele trabalhou na taverna de seu pai, que ao falir abandonou sua família. Nesse tempo Kleper contraiu varíola que o deixou com dificuldades motoras e insuficiência visual, mas essas coisas não obstavam o seu brilhantismo matemático. Sempre foi nota 10 nessa matéria. Todavia, o seu desejo maior era o de ingressar no ministério eclesiástico luterano, mas sua necessidade econômica o impediu de seguir a carreira teológica. Kleper sempre foi atormentado por problemas financeiros e, apesar de ser cristão e cientista astronômico, lamentavelmente partiu para a elaboração de horóscopos para complementação de sua renda. Portanto, como nos diz Paulo: “Aquele, pois, que pensar estar em pé, olhe para que não caia” (1 Coríntios 10:12). Nisso ele tirou nota zero!

 

Não é preciso muito esforço para sabermos que não existe nenhuma hipótese dos astros exercerem qualquer influência física sobre os seres humanos em virtude da enorme distância em que se encontram da Terra. Logo a sua influência seria metafísica, e como isso não está contemplado pelas Sagradas Escrituras não passa de uma prática obscurantista.

 

Segundo as Escrituras, no quarto dia da criação disse Deus: “haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra...” (Gênesis 1:14-16). Em nenhum momento o Senhor Deus fez qualquer menção de que o firmamento foi criado para influenciar a vida das pessoas e tampouco para emanar qualquer tipo de energia, positiva ou negativa, que afetaria os seres humanos. O consagrado profeta do passado reitera essa minha afirmação: "Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios (os incrédulos), nem vos espantais com os sinais dos céus; porque com eles os gentios se atemorizam" (Jeremias 10:2).

 

Em Êxodo 20:4-5 lemos que o Senhor Deus, dentre outras coisas, proíbe terminantemente o Seu povo a prestar culto à coisa alguma que há em cima nos céus. Essa prática foi notória entre os povos pagãos ao longo da história da humanidade, talvez essa tenha sido a mais antiga forma de idolatria. O ser humano foi criado por Deus e nada das coisas por Ele criadas têm por finalidade substituí-Lo, por mais impressionante que possam parecer. Paulo faz severa advertência àqueles que mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo às coisas criadas em lugar do Criador (Romanos 1:18-32).

 

Vivemos dias de grande especulação acerca de certo calendário astrológico dos maias, um povo primitivo que fez previsões que o mundo acabaria em 21/12/2012. Esses prognósticos têm gerado controvérsias entre os adoradores do zodíaco, principalmente os esotéricos da “nova era” que não concordam com o cenário escatológico dos maias, por crerem que com a chegada da “era de aquário” – cujo período de iniciação teria começado em 1992 e se completaria em 2012 – dar-se-ia o amanhecer de uma “era de ouro”. Todavia, com a não inclusão do signo esquecido (serpentário), todas as datas constantes nesses calendários estão distorcidas. Mas eles não estão muito preocupados com isso, pois no fundo sabem que tudo isso não passa de uma sórdida mentira lançada sobre aqueles que se deixam enganar.

 

Em sua prognose, esses adivinhos contrariam as suposições dos maias ao afirmarem que com a chegada dessa “era de ouro” haverá um processo de reversão mental no ser humano em direção à perfeição, pelo fato do Sol receber um forte raio proveniente do centro da nossa galáxia, face ao alinhamento interplanetário que ocorrerá na citada data, que produziria uma gigantesca labareda radiante de energia cósmica. Não é preciso muita força para se notar que o inverso é absolutamente verdadeiro, pois a humanidade caminha de mal para pior e não seria uma súbita irradiação solar que provocaria a reversão do seu comportamento.

 

Portanto, a astrologia deve ser relegada ao insignificante papel de mera curiosidade humana pelo futuro e o seu destino, principalmente por parte daqueles que têm a revelação bíblica e não precisam apelar para tão pobres recursos como esses, ao colocarem-se sob o senhorio dos astros. O livro do Apocalipse traz a revelação do Senhor Jesus para aonde caminha a humanidade, por isso são bem-aventurados aqueles que guardam as coisas que nele estão escritas (Apocalipse 1:3), pois sabem aonde chegarão ao porvir. Permita Deus que assim seja!

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